sexta-feira, 17 de abril de 2020


Dame Un Besito En La Boca




C                                G




Dame un besito en la boca
                              C
Que tu madre mandó!                    (Bis)
      F                             C



Mi madre manda en su boca
          G               C
En la mia mando yo!                     (Bis)


[Refrão:]

        Am



Que quieres?
      G
Yo quiero…                                   (Bis)
              F                      C
Que me des um besito aqui.

Adonde?
   G
Aqui.

Adonde?
    C
Aqui.


C                              G





Anda conmigo a mi casa
                              C
Que tu abuela mandó!                   (Bis)
      F                               C

Mi abuela manda en sus passos




            G                 C
En los mios mando yo!                  (Bis)


[Refrão]


C                          G




Casa conmigo Rosita
                                 C
Que tu padre lo mandó!                 (Bis)
      F                            C



Mi padre manda en su vida
          G                C
En la mia mando yo!                      (Bis)


Canção tradicional

Duas últimas quadras adicionalmente compostas por José Monge, 2020-04-16

sábado, 1 de setembro de 2018

Casa inacabada com baloiço na janela

Um belo poema de João Monge, que me inspirou aos seguintes versos complementares:

As paredes, as janelas
São pintadas de aguarelas
Ajustam-se em cada dia
Só para nos ver morar,
Ouvir estórias por contar,
Aquecer a noite fria.

E uma chave é partilhada
Sob o tapete da entrada
Em caso de esquecimento,
Até estranho pode entrar,
Quer venha para ficar,
Ou apenas um momento.

Tenha coração partindo,
Olhar triste ou sorrindo
Que saiba à chuva dançar
Com a Lua e cada estrela
Que brinca naquela janela
Até o Sol regressar

E a velha cartomante,
Mais o cavaleiro errante,
Os amantes e o soldado,
O do fado e a da esquina
Ditam a sorte e a sina
Deste mundo inacabado.

José Monge
2018-09-01

sábado, 31 de dezembro de 2016

O dia começa cedo...



O dia começa cedo
No campo a trabalhar,
O Sol já vem nascendo,
Só p'ra nos alumiar.

Seja ceifa, seja monda, 
Seja grão para plantar
A Terra mesmo redonda,
Nos há-de alimentar.

A chuva que cai do céu,
Vem dar de beber à terra,
O vento afasta o bréu,
E cobre de verde a serra.

Em cada ribeiro e fonte,
Água tão fresca a brotar,
Dá de beber no monte,
Na vila, no nosso lar.

Dá p'ra cada criatura,
P'ra viver e procriar,
Equilibrada Natura,
Deus nos deu para usar.

Mas a matéria é finita,
Se não soubermos cuidar,
Desta Terra ai tão bonita,
Não podemos abusar.

Que haja consciência,
Recursos para poupar,
Não basta só a Ciência,
P'ra esta Terra salvar.

Depende de mim e ti,
Fazer tudo ao alcance,
Dar o melhor de si,
Até que o mal amanse.

O dia começa cedo
No campo a trabalhar,
O Sol já vem nascendo,
Só p'ra nos alumiar.

Só p'ra nos alumiar,
Abrir os olhos por isso,
Vamos todos trabalhar,
Para quebrar o feitiço.

José Monge
2016-12-31