sábado, 29 de março de 2008

Fernando Alves - "U"



José Monge:

O canhão pr'o lago minguando,
Qual Nessie exposto no leito.
Que lendas retratas Fernando?
Agora que lhe apanhaste o jeito!


José Monge, 29-03-2008

Fernando Alves - "C"

.
Centro de Portugal.
Rio Zêzere num dia encoberto apresentava estas excelentes cores.
Espero que gostem.
Abraço para todos.

José Monge:

Não chega a ser um meandro,
Mas ainda uma bela imagem,
Um "C" de Classe, malandro
Fernando és rei da paisagem!
.
José Monge, 29-03-2008

domingo, 9 de março de 2008

Daniel Oliveira - Futuro Do Mar

Daniel Oliveira - Futuro Do Mar


José Monge:

Uma foto fabulosa, um olhar fantástico e um título que não poderia ser outro. E a profecia irá concretizar-se, quer quando o Sol evoluir ou antes disso pela nossa acção!

O futuro do mar,
A continuar assim,
Sem parar de pescar
E recursos no fim!
.
Doce ou salgada,
Vai-se a água do mar,
Depois de evaporada
Já só fica o lugar.
.
Dia há-de chegar,
Em que o Sol vai crescer,
Uma Terra sem mar,
Nada há a fazer!

José Monge, 09-03-2008

sexta-feira, 7 de março de 2008

NEST1 - Qual é a tua música?

NEST1 - Qual é a tua música?


José Monge:

A que me pulsa na cabeça e me enche o corpo, sem precisar de vibrar nos tímpanos. Mesmo sem "perfect pitch" ou metrónomo, a certeza da afinação e do compasso.

Só é pena que seja mono!

José Monge, 07-03-2008

quinta-feira, 6 de março de 2008

Daniel Oliveira - Carruagens de Felicidade



José Monge:

Ai da felicidade,
Se perdemos o amor!
Ter sorte nesse jogo?
Só se tivermos humor!

Ao apagar-se esse fogo,
A vida vive na dor,
Anos com a mesma idade,
Até que volte o amor.

Bonita é a amizade
E preenche o coração,
Adia felicidade,
Mas põe-te o mundo na mão!

José Monge, 06-03-2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

Roberto Mendes - Sorte.



Achei um lindo ceu para uma foto, ai esse belo modelo passou para se juntar e fazer essa bela composição, pura sorte !!!!!!


José Monge:
Adeus Verão

Refrão:
__C__________F_________G
O Verão já está a terminar,
_______F________G__________Bb
Que saudades eu vou ter do mar,
___C_________F_________G
Da praia, do Sol, do calor,
______F__________G_________Bb
Já em casa, nos ombros o ardor.

________G___________Bb
Oh, oh, oh, oh, oh, oh
________G___________Bb
Oh, oh, oh, oh, oh, oh
___Am__________G________F________G
As conchas na areia, gaivotas no ar,
__Am________G________F_________G
A espuma na rocha, estrelas do mar.

Surfistas deslizam nas ondas,
A música ecoa pelo ar,
Na pele o bronze mais escuro,
E sabe tão bem nadar.

________G___________Bb
Oh, oh, oh, oh, oh, oh
________G___________Bb
Oh, oh, oh, oh, oh, oh
___Am______G____F_________G
Toalhas ao Sol, óculos no rosto
__Am_________G______F_________G
E fica-se na praia até ao Sol-posto.

Vai-se o Sol, estranha sensação,
Adeus aos amores de Verão
E na despedida, um engano:
“Voltaremos no próximo ano....”

________G___________Bb
Oh, oh, oh, oh, oh, oh
________G___________Bb
Oh, oh, oh, oh, oh, oh
___Am______G_________F____________G
Os dias cinzentos acabarão por chegar,
____Am_____G_______F_______G
Com eles o frio, virá para ficar!

[Refrão]

José Monge, 18-10-1985

sábado, 1 de março de 2008

Daniel Oliveira - Retoques



Conjutivite...Meus caros, é este o motivo pelo que estou um pouco afastado do Olhares e apenas consigo comentar quem comenta as minhas fotos... não, não sou eu quem está com Conjutivite, isso refere-se á imagem...Mas a imagem é o que me leva a estar afastado da net, agora ando a fotografar "mortos", para quem fizer confusão desculpem, mas é mesmo verdade, este senhor seria apenas mais uma foto para o vasto leque de fotos que estou a fazer para inventariar retratos perdidos, mas este ficou diferente, pois parece que este senhor estaria com conjutivite, pelo menos a minha colega disse que ele estaria com a vista suja...lololol
Daniel Oliveira, 29-02-2008

José Monge:

Excelente Daniel. É como se estivessemos do outro lado, o dos espectros... E o Sr. da fotografia é o humano do mundo real, o que nos captiva o olhar. E nós, pouco mais que ectoplasma, tentamos desesperadamente captar a sua atenção, na esperança vã de nos fazer voltar ao mundo dos vivos...

José Monge, 01-03-2008

Luis Dias - s/t


Luis Dias - s/t (Sines)

http://olhares.aeiou.pt/s_t/foto1794350.html


José Monge:

Ultra Tagus

E________________B
Para lá do rio intemporal
D___________________A
Que é uma fronteira natural
E______________B
E uma barreira cultural
D____________________A
Já houve um celeiro essencial
*
Refrão:
E______________G
Há por lá uma imensidão
___D____A___________G
Perdida no calor de Verão
_______E
Onde a verdura é escassa
_____C____________Em______D__E
E do gado resta a carcaça
*
Tradição perdida do olival
Sobreiros que passam bem mal
Procissão sem chuva no final
Alqueva promessa irreal
*
[Refrão]
*
Golfe e coutada, novo ideal
Para um deserto potencial
Vendendo imagem de serviçal
Sem dignidade, comercial
*
[Refrão]

José Monge, 16-06-1992

Rui j Santos - Não sei nadar, vou a pé...

Rui j Santos - Não sei nadar, vou a pé...

Rui J. Santos:

Muita destruição houve hoje nesta cidade ,betão ,betão e mais betão ,obras que fazem planeiam e acabam no verão ,a baixa de setubal ficou completamente inundada ,vi pessoas a chorar vi pessoas a rir vi grandes tristeza ,ouvi grandes parvoices ,de quem apenas se limita a falar ,sem que tenha no minimo um segundo de pensamento ,só espero que se aprenda com tanta desgraça

José Monge:

18 de Fevereiro de 2008, foi apenas um sinal do que a Natureza pode!

Tremor / Temor


Refrão:

____Am_______________________Em
Quando o tremor de terra chegar,
_____F______________________G
Quem sabe onde é que vais estar,
_______C____________________Am
Vai apanhar-te de calças na mão,
_______Dm__________________Em
Vais ganhar um caixão de betão...

___F____________G
Ti-tiririri-tiriri
___F____________G
Ti-tiririri-ti-ri

Como o sismo agora distante
Que arrasou Lisboa num instante
O que é que nos vai acontecer
Se nem dá para as escadas descer...

Ti-tiririri-tiriri
Ti-tiririri-ti-ri

E aqueles que vão escapar
Os vivos deverão desenterrar
E só depois dos mortos tratar
Tanto corpo para cremar ...

Ti-tiririri-tiriri
Ti-tiririri-ti-ri

Vais ver mais uma vez o Chiado
Quase completamente arrasado
E no palácio de S. Bento
Restam ratos do Parlamento.

Ti-tiririri-tiriri
Ti-tiririri-ti-ri

E toda a Baixa lisboeta,

Mergulhada numa lama preta,

Contempla a ponte retorcida

E a parte do Cristo-Rei caída.


Ti-tiririri-tiriri
Ti-tiririri-ti-ri

Nem a Amadora vai escapar,
Como Almada vai desabar,
Prédios até ao firmamento,
vomitam-nos com seu cimento.

Ti-tiririri-tiriri
Ti-tiririri-ti-ri

[Refrão]

José Monge, 27-08-1992

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Maria Dias - CAMPOS ALENTEJANOS


Maria Dias - CAMPOS ALENTEJANOS
José Monge:
Na lembrança
*
C__________________G
Fica a todos na lembrança
Am___________________Em
Ver chegar ao entardecer
F/C______________C/F
O pastor e seu rebanho (2X)
G____________________C
E o Fiel sempre a correr.
*
Melhor não podia haver
Que o pão ao sair do forno
E o café na "chocolateira" (2X)
Nem precisava estar morno.
*
Refrão:
Deixar a vista perder-se
Nas ondas do cereal,
Desembarcar num sobreiro (2X)
Passear no olival.
*
Dia de festa em chegando
Tantos foguetes pelo ar,
Circo, torrão, carrocel (2X)
E que pena ao acabar.
*
E em qualquer reunião
Cantigas ao desafio,
Em escutando essas vozes (2X)
Até sinto um arrepio.
*
[Refrão]
*
José Monge, 15-05-1992

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Zélia Paulo Silva - Templo de Silêncio

O templo do silêncio é o ambiente mais eloqüente para expressar a força de um sentimento.(Augusto Cury)
Como eu comentava com o Daniel....é Curioso o rosto de dor na arte funebre ser sempre o de mulher...

José Monge:

Há realmente atitudes muito diversas relativamente à morte, mesmo que na base seja um evento carregado de emoção e que constantemente nos recorda que não somos perenes. As formas de exprimir essa dor inerente variam significativamente, tanto a nível pessoal como social.
Quanto à questão de serem em geral imagens femininas a exprimir a dor, penso que traduz simplesmente a maior percentagem de artistas de arte funerária que são homens, e portanto o ideal de beleza corresponde à esposa e à mãe. Curiosamente, poderiamos pensar que se está a retratar a situação em que a viúva fica desamparada em termos económicos pelo falecimento do "chefe da casa" dos tempos antigos, mas claramente não é esse caso, pois estas obras devem ter um custo considerável. Suponho que terá mais a ver com as condicionantes sociais de então, pois homem que é homem não era suposto exprimir emoções (pelo menos em público), em particular se denotassem alguma espécie de fragilidade. Felizmente que os tempos são outros e nomeadamente face à escassez de espaço, seguramente que a relação com a morte está a mudar. Um factor a ter em conta é a quantidade de material multimedia que o morto deixa para trás nas sociedades de hoje, se pensarmos por exemplo com há um século se resumia a meia dúzia de fotos, ou em percentagem muito inferior de pintura, escultura, literatura e pouco mais.

E visitar o cemitério Ingles em Lisboa parece uma excelente ideia. É só marcar uma data ;-)


José Monge, 24-02-2008

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Luis Fernando - cabilhas



Luis Fernando:
de maneira nehuma uma imagem religiosa

José Monge:

A delicadeza de um bouquet,
Ajustado às mãos de trabalho.
O fotógrafo com a alma vê,
O ouro a brilhar no borralho!

Que segurais entre as mãos?
Onde colhestes essas flores?
Cavilhas da cruz, tornam sãos
Os corpos com tantas dores.

José Monge, 14-02-2008

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Daniel Oliveira - A menina dos Prazeres




José Monge:
Excelente e comovente fotografia!
Uma vertente tão diferente, outra via
Que se invente num repente o que ouvia
A menina desta história e história havia.

Que sentimento, pensamento, ideia
Num momento, movimento que penteia
Esses cabelos belos de sereia,
Olhar que na memória serpenteia.

E o fotógrafo artista assim dizia,
Ao captar essa dor que a rodeia
Quem sabe o que a menina pensaria,
Boneca bela, mesmo velha, nunca feia.

Ficar sem ela certamente morreria,
Em noite de luar, com Lua cheia
E ao morrer ficou sem ela, mas um dia
Quem sabe, outra menina a passeia...

José Monge, 12-02-2008

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Maria Dias - EM BUSCA DO ALMOÇO...



José Monge:

Nas asas da borboleta,
Nas pétalas de uma flor,
Toda a coisa assim perfeita
Me lembra de ti, meu amor!

E se vais a qualquer lado
Sem a minha companhia,
Sinto–me só, isolado.
O mundo perde magia!

Sei que o amor também quer
Espaço, momentos a sós,
Mas entre querer e fazer...
Dói-me a distância entre nós.

Ai como eu fico triste,
Se me falas em ciúme,
Não compreendes e ris-te
Da dor por trás do queixume.

Penso poder estar errado,
E não entender o amor,
Quero ficar a teu lado
Na alegria ou na dor!

José Monge, 05-02-2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Daniel Oliveira - Nos rastos das cores!!!


Daniel Oliveira - Nos rastos das cores!!!

Desculpem estar a ser um pouco repetitivo....mas isto dá um trabalho do camandro...e cada qual é uma imagem diferente!!!
.
Lindo trabalho. Também vejo a mulher, só que não está nua. Está apenas em tronco nu e com a saia levantada com uma perna à frente e outra atrás a sacudir uma capa. Olé touro! Se assim fossem as touradas, até eu ia ao Campo Pequeno.
04-02-2008

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Alba Luna - ATÉ........


Um "Até logo" de não sei quanto tempo.
...
"...porque, na sua essência, não parto. Sou apenas, o corpo do meu eterno retorno."
*Boto e Maresia - (OBRIGADA.)

José Monge:

A luz, mesmo que tímida
Rasga a fria escuridão,
A alma que alumia,
Ao corpo traz a razão!

Qual barro, molda-se o ser,
Vida, chama ondulante,
Apaga-se ao perecer,
Acende-se mais adiante.

José Monge, 02-02-2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Fatima Joaquim - PIU' CHE PUOI

Cansei de fugir, de me esconder de mim...Caí ao fundo do poço...Respirei fundo...Quebrei a minha armadura...Com as lagrimas saidas do meu coração...Deitei tudo para fora...Hoje começo a viver a minha vida...Obrigado Ruben...tu sabes porque...por me dizeres o que quero ouvir, por me dizeres o que não quero ouvir mas preciso, por não me julgares, por me apoiares, por tudo, por existires. Adoro-te para sempre

José Monge:
A massa de água que quer abraçar os seixos na praia, repartida em milhares de gotas pela rocha que a trava no seu movimento, como uma âncora que não a amarra, mas que neste caso antes a impulsiona para outro elemento, transmutada em espuma. As acções que na nossa vida, com factores multiplicativos se propagam, sem que sobre elas consigamos exercer qualquer controlo e as âncoras que nos prendem à vida, que nos impedem de navegar, mas também de andar à deriva, reconfortantes no consolo de a elas regressar. Pode ser pouco o que podemos, mas tal como o pontão que enfrenta o mar em fúria, também a natureza humana se carrega de coragem, vence a tempestade para repousar na calmaria, que se segue.


José Monge, 30-01-2008

José Monge - Dicionário de formas

http://olhares.aeiou.pt/dicionario_de_formas/foto1728431.html
José Monge - Dicionário de formas

Nas nuvens vejo o que a imaginação me quer mostrar.
Já o fazia em menino,
e o menino em mim continua a fazê-lo,
apesar de há muito já ter deixado de sê-lo.
José Monge, 30-01-2008

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Fernando Alves - Flowers in Winter - 11


Fernando Alves - Flowers in Winter - 11

José Monge:

Abelha que andas ao mel
Chega p’ra lá o ferrão!
Não te armes em infiel
Ou levas c’a palma da mão!

José Monge, 23-01-2008

José Monge - Flor

José Monge - Flor http://olhares.aeiou.pt/galerias/detalhe_foto.php?origem=10&id=1714057

Que secretas leis da Natureza
permitiram que a beleza
evoluisse ao acaso,
num salto ou pequeno passo?

José Monge, 23-01-2008

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Fátima Joaquim - A minha ignorância



Durante a maré baixa, escrevi um verso na areia, conferindo-lhe tudo o que me vai na alma e no espirito.
Regressei na maré para o ler e meditar sobre ele. E não encontrei nada na areia a não ser a minha ignorância.

Kahlil Gibran


José Monge:

Se o desejo de saber pela infância
É inesgotável como poço sem fundo,
Ao crescer percebo a minha ignorância,
Que chega até a ser maior que o mundo.

Como um grão de poeira no deserto,
Como o quartzo perdido numa praia
Pensando que estou longe, estou tão perto,
Do dente da serpente, do aguilhão da raia.

José Monge, 15-01-2008

domingo, 13 de janeiro de 2008

João Eugénio Amaral - Savana

João Eugénio Amaral - Savana
http://olhares.aeiou.pt/savana/foto1644178.html



Quem o Mediterrâneo atravessa
Para visitar este continente,
Se puder, certamente regressa
A esta bela terra, de boa gente.

África dos grandes espaços,
Talvez o berço da Humanidade,
Que aqui iniciou os seus passos
E volta ao paraíso sem idade.

Falta controlo na natalidade,
Saúde, segurança, educação,
Nalguns casos política de verdade
E sem dúvida melhor governação.

Mas não faltam recursos naturais,
Numa terra que tudo faz crescer,
Aposte-se em plantar vegetais,
Sem minas e sem armas para vender.

Se parassemos com tantas asneiras,
Países onde grassa a seca e fome,
A água faz falta nas torneiras,
Nem tudo é bom aquilo que se come.

Apesar de tudo, ainda há esperança,
Que os povos se unam sem demora,
Numa canção a uma voz e numa dança,
A criança bem nutrida já não chora.

José Monge, 13-01-2008

sábado, 12 de janeiro de 2008

Daniel & José Monge - Gotinha de água


Daniel & José Monge, 21-05-2006

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Zeza - Quando passeia o luar!

http://maluquismo.blogspot.com/
Zeza - Quando passeia o luar!

Quando passeia, o luar
Pára sempre á tua porta
E encosta-se a chorar!

E eu que passo também
Na minha mágoa a cismar
Páro junto dele, e ficamos
Abraçados a chorar!

F. Espanca.

José Monge:

Quando passeia, o luar
Espreita à tua janela
E fica a ver-te sonhar!

E eu se passo também,
Fico preso junto a ela,
Olhar de quem te quer bem,
Perdido nesta viela!

José Monge, 11-01-2008

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

José Monge - Maravilhas do Céu


Escrevi uma canção vocacionada para um público infantil, mas com uma melodia acessível e que, espero, fica no ouvido. Escrevia-a a pensar que os Anjos deveriam dar mais atenção aos seus jovens admiradores e que seria uma excelente ideia se fizessem um album para um público infantil/juvenil.


Maravilhas do Céu
===============

C___________Em
Olha o sistema solar
______F___________G
Uma ou mais estrelas no centro
C___________Em
Com planetas a girar
_______F_______G
Num constante movimento
G____________________________
Yeh, yeh-yeh, yeh-yeh, yeh-yeh, yeh-yeh


Refrão:
________F______G
Que sabes tu, que sei eu [sei eu]
_______C_______________Am
Que maravilhas se escondem no céu? [no céu]
______F_________________G
Nem imaginas quanto há por descobrir
______C_________________Am
Em cada sonho mil presentes por abrir
F_________G________C
Yeh, Yeh-oh, Yeh, Yeh-ho, Ho

_C_____________Em
E à noite de papo p'ró ar
____F_________G
Olha com deslumbramento
__C____________Em
Jamais acabas de contar
______F_______G
As estrelas no firmamento
F____________________________
Yeh, yeh-yeh, yeh-yeh, yeh-yeh, yeh-yeh

[Refrão]

Olha ali um planeta

Com tantas luas à volta

Um asteróide e um cometa

Fora de ordem, que revolta

Yeh, yeh-yeh, yeh-yeh, yeh-yeh, yeh-yeh

[Refrão]

José Monge, 14-09-2007

domingo, 6 de janeiro de 2008

.....***Sissi***..... - Fragmentos de emoção...


Algures, num tempo......
espero-te no vai e vem das vidas

José Monge:
Espero-te no vai e vem das vidas
Já passadas ou ainda no porvir,
Convicto em velhas lendas ouvidas
Do amor eterno, das almas a florir.

Ciclo infinito, constante evolução,
Sinfonia fugaz ou contratempo,
Mas no íntimo forte resolução:
Vou estar contigo algures, num tempo…

José Monge, 06-01-2008

sábado, 5 de janeiro de 2008

Gonçalo Mourão – (Sem título)



Gonçalo Mourão – Sem título

José Monge:
A vida tem que se diga,
Um corre-corre danado,
Não há conquista sem briga,
Nem cêntimo que seja dado.

Um chefe, uma secretária,
O trabalho sai-nos do lombo,
Qual dono de funerária
Ou gato à espera do pombo.

José Monge, 05-01-2008

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Paulo César - sob a mira dos cupidos do espaço

Barcelona, Janeiro 2007


José Monge:
Sob a mira dos cupidos do espaço,
Prontos a disparar seus arcos feéricos,
Somos nós o alvo favorito do seu braço
Directos ao coração destes nativos ibéricos.

José Monge, 01-01-2008

domingo, 30 de dezembro de 2007

Maria Isabel Batista - Despedida de Outono



http://olhares.aeiou.pt/despedida_de_outono/foto1646024.html
Maria Isabel Batista - Despedida de Outono



José Monge:
A melancolia da despedida dos tons quentes e dourados da folhagem em "grand finale". Depois da apoteose, restam as folhas mortas arrastadas pelo vento, imagem forte gravada no inconsciente humano, devolvendo-nos à memória a lembrança de que não somos perenes e que a vida também tem o seu Outono.
José Monge, 30-12-2007

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Miriam - Dialética

...e tenho tudo para ser feliz
mas acontece que eu sou triste...
vinícius de moraes

José Monge:

Definida a felicidade,
Esquadrinhado o momento,
Uma jura sem idade,
O todo no pensamento.

Quero ser tudo o que pediste,
Feliz, contente por dar,
Apesar disso sou triste,
Não tenho como evitar.

Se ausente em lugares incertos
Almejo a casa voltar,
Teus braços para mim abertos,
O brilho no teu olhar.

Prescruto o cheiro no vento,
Procuro um sinal de ti,
Em qualquer nesga de luz tento
Recordar o que contigo vivi.

Estranhos contentamentos,
Mas eterna insatisfação,
Se temos todos os condimentos
Falta a receita da perfeição.

José Monge, 26-12-2007

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Maria Alexandra Abrunhosa - Douro de Ouro

José Monge:

Douro que és ouro
Que sulcas encostas,
A parra é o tesouro
De que mais gostas.

Os cachos maduros
Envias ao cais.
Os vinhos mais puros
Com aromas frutais.

Navego em teu leito
Que pura emoção,
Orgulho no peito
E um copo na mão.

José Monge, 25-12-2007

sábado, 22 de dezembro de 2007

Francisco Fadista - 1 Pôr-do-sol no meu Alentejo


Francisco Fadista - 1 Pôr-do-sol no meu Alentejo


Deixar a vista perder-se no horizonte, escutar o silêncio e a tomada de consciência que por muito isolados que possamos estar compartilhamos a Natureza e a Vida.
E o momento mágico do entardecer, a abóbada celeste enfeitada com as cores quentes que nos trazem, permitem em contemplação reviver os pequenos momentos de um dia longo.
A entrada para o espectáculo que é um céu estrelado, daqueles dos quais já perdemos a memória, no bulício da cidade.
Que saudades do Alentejo...
Esta foto é uma faísca na seara das memórias, pronta a ser ceifada.
Magnífica.
Novembro 2007

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Roberto Mendes - Praia de Setiba

Roberto Mendes - Praia de Setiba

Praia de Setiba, localizada a 10 quilômetros da cidade de Guarapari - Espirito Santo.

José Monge:

Na Praia de Setiba,
Município do Guarapari,
Lugares como já não há,
Com o Roberto descobri.

Estado do Espirito Santo,
Praias lindas de morrer,
Prazer, oh meu Deus quanto,
Mudava p’rá lá a correr.

José Monge, 19-12-2007

domingo, 16 de dezembro de 2007

Violeta Teixeira/Pandora - A MÍTICA «FEMINA» PANDORA 6


Por motivos, os quais me dispensarei de explicitar,a Pandora escolheu este auto-retrato feito com a minha Olympus, depois de o ter requalificado (?), ou seja, depois de os meus dedos o terem feito, sem mim, embora os meus «habitués» saibam, há muito tempo, que a Pandora é um dos meus vários eus, sendo eu, obviamente, o modelo.

Várias são as aranhas
Que me sou.

Mas, a cada dia que passa,
Escasseiam-se-me as babas,
Para a sintaxe
Das minhas rendas.

Chegou o momento,
Imperativo e urgente, da dádiva das
Babas da boca do outro,

Porque já me abismo
No trânsito do rio que,Rápido, me corre,
Que, rápido, me leva,
Que, rápido, me arrasta
Para a foz do frio.

Violeta Teixeira, in PARTOS DE PANDORA


José Monge:

Aranha mulher,
Femme Fatale,
Sabe o que quer,
Sedutora afinal.

Pandora sem caixa
Eva primordial,
Transpondo a faixa
Entre o bem e o mal.

José Monge, 16-12-2007

Annie - Um dia de saudade


O olhar perdido no horizonte
Deixo o pensamento voar.
O silêncio fala-me de ti
Porque estarás sempre na magia
De um dia de saudade.
José Monge:
A saudade de quem fica,
É saudade de quem parte,
Sentimento não se explica,
Emoção que se faz arte.

Da emoção nasce a arte,
Ou da pura intuição,
É ver o todo na parte,
Sentir crescer o coração.

Silêncio e olhar perdido,
Há dias que são assim,
Oh mar, ecoa o pedido:
“Amor volta para mim!”

José Monge, 15-12-2007

Elsa Horta - Barca bela

http://olhares.aeiou.pt/barca_bela/foto1629687.html
Elsa Horta - Barca bela



Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes.

(Pudesse eu - Sophia de Mello Breyner Andresen)

José Monge:

Pudesse eu não ter limites nem laços
Oh, quão certo e seguro o que faria
Suspenso dos teus lábios em teus braços
P'ra trás deixando a morte em cada dia.

José Monge, 12-12-2007

domingo, 9 de dezembro de 2007

Sofy Sá - Só hoje, por ser Outono...

http://olhares.aeiou.pt/so_hoje_por_ser_outono/foto1613585.html

Sofy Sá - Só hoje, por ser Outono...

Hoje, só por ser Outono, vou chamar-te de "meu amor"
Contra as regras do que somos, quero chamar-te de "meu amor"...
Hoje só por ser diferente, porque sei que não te vou encontrar...
É tanto o fado contra nós, E nem é por isso que estamos sós...
Embora fique tanto por dizer, Hoje, só por ser Outono, vou...
entre dentes, entre a fuga, vou chamar-te de "meu amor"
Enquanto não encontrar forma de tudo ultrapassar, vou chamar-te "meu amor"
Entre gente que é demais e tão pequena para saber...
Que é tanto vento a favor
Mas tão pouco o espaço para a dor
Fica tudo por contar...
Ainda há flores e há cores e há folhas no chão...
Mas tu não vais voltar...
O que vivemos será eterno em nós e nem o Outono vai levar...
Desce o tempo e a noite vem lembrar que as tuas mãos já não estão cá para me aquecer
Por sermos tanto quanto somos,
Por ser tão certo quando vemos,
Calmo quanto queremos... Meu Amor... só hoje, só por ser Outono!
T.

José Monge:
Só hoje, por te amar, vou chamar-te "meu Outono",
Porque se o homem não é eterno, ainda o é menos o amor!
Não há regras no que somos, quero chamar-te “meu Outono”...
Depois do esplendor do Verão, do excesso, do ex...
E se as tuas mãos ainda estão cá, o calor esfriou com a estação,
Nada é certo nem quando vemos, nem a alma encontra a calma,
Meu outono... só hoje, porque ainda és meu amor!

José Monge, 30.11.2007

sábado, 8 de dezembro de 2007

Zélia Paulo Silva - A Dor


José Monge:
As mãos os olhos tapando,
Ainda assim coração sente,
Lágrimas a pedra talhando,
Inolvidável, omnipresente.

Esquecer ou morrer tentando,
A dor de alma pungente
A vida que se esfumou
Leonor de si ausente.

O sonho de ser rainha,
Rosa brava se tornou,
Ditou a sorte madrinha
O destino que tomou.

José Monge, 08.12.2007

Lucy da Motta - Outono



Lucy da Motta:

"A andorinha partiu.
O Sol mais cedo se deitou.
A chuva miudinha caiu,
Então o Outono chegou."

Esse colorido tingiu
Toda a folha que ficou,
Até que o ramo nu viu
Que o Inverno chegou.

E enquanto o Sol dormiu
Neve branca não tardou,
Mas até a nuvem fugiu
Quando o rei acordou.

Primavera, corropio
A seiva o verde sarou,
No ar escuta-se o pio
A andorinha voltou!

José Monge, 30.11.2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Fatima Joaquim - Esqueço-me


http://olhares.aeiou.pt/esqueco_me/foto1528454.html

Fatima Joaquim - Esqueço-me

Quando tenho oportunidade de assistir a um destes belos momentos esqueço-me de tudo, até de mim e sinto-me parte do momento. Ontem e não consegui assistir todo mas tive a felicidade de aproveitar um breve instante. Esta foto é para todos, principalmente para quem se esquece do resto como eu...beijinhos


José Monge:
Faz nuvens para pintar,
Neste esplendor natural,
O Sol que aquece o mar
É o Criador afinal!

Momento a cristalizar,
Céu e Terra a interagir,
Pois a noite não vai tardar
E o Sol descansa a seguir

Caímos em contemplação,
Noite dentro a sonhar
Para descobrir ao acordar
De novo o Sol, a razão.


José Monge, Novembro 2007

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Pedro Flora - Castelo de S. Clemente



Este Castelo em Milfontes,
Dedicado a S. Clemente,
Num Olhar, maior que pontes
Que unem um mar de gente.
José Monge, 03-12-2007

Maria Alexandra Abrunhosa - Douro Prata




Douro de Prata
E encostas bastas,
És aristocrata
De faustas castas.

Belo no Verão
E no Outono,
És tentação
Em todo o ano.

Belo no Verão
No Outono mais,
És tentação
Até ao cais.

José Monge, Novembro 2007

Bruno Abreu - A dança ...


José Monge:
Nas nuvens que dançam,
No Sol já poente,
Imagens descansam
Com traços de gente.

Deitada ao comprido,
As pernas para trás,
Os braços estendidos,
Menina fugaz.

José Monge, Novembro 2007

domingo, 2 de dezembro de 2007

Rui J. Santos - Suave amanhecer ...


http://olhares.aeiou.pt/suave_amanhecer_/foto1439222.html

Rui J. Santos - Suave amanhecer ...

Que suave, amanhecer bem junto a ti
Que beleza o teu sorriso ao acordar,
Que magia ter tão perto de mim,
Assim fazes de mim, Pões-me a sonhar

Já nem sei onde é que ponho os pés
Nem tão pouco onde ando com a cabeça
Por mais que eu, diga que não
O coração, esse quer que aconteça

Mas sonhar que também é coisa bela
Que em mim faz tremer, deixa sentido
Quero te ver ao acordar perto de mim
Mesmo a sonhar, digo-te amo-te ao ouvido

José Monge:
Digo que te amo ao ouvido
Em sonhos e mil vezes acordado,
Contemplo o teu rosto tão querido,
Das curvas do teu corpo enamorado.

Respiro o mesmo ar que tu exalas,
De ti eternamente apaixonado,
Adoro o que dizes e o que calas,
Dormes serena comigo a ti colado.

Reflectes em pensamentos sábios,
És a âncora ao qual estou amarrado
E fico aqui preso dos teus lábios,
Sonho ainda, mesmo que acordado.

José Monge, Novembro 2007

Raul Coelho - Travanca


http://olhares.aeiou.pt/galerias/detalhe_foto.php?id=1089438

Raul Coelho - Travanca - Nevada de 26 Fevereiro de 2006 - Vinhais


José Monge:

Fui ver a neve caída
Do azul cinzento do céu,
Branca e pura, cobre a vida,
Esta alvura esconde o bréu

E quando o Sol regressar,
Cristal que enfim aqueceu,
Em gota se vai formar
Água pura que Deus deu.

José Monge, Novembro 2007

sábado, 1 de dezembro de 2007

Elianela Horta - Cruz da Escravidão




O galo que nos desperta,
A cruz pela Humanidade,
Uma fronteira incerta
Entre Homem e Divindade.

São traços e esquadria
Que a nossa vista conduz,
Escravos ainda hoje em dia
Que padecem nesta Cruz.

José Monge, 27-10-2007

Maria Isabel Batista - Encantos de Outono




Maria Isabel Batista - Encantos de Outono



Estende-me a tua mão
Mesmo com cardo ou ouriço
Pois sei que o teu coração
Se esconde nesse feitiço

Estende-me a tua mão
Mesmo que cheia de espinhos
Não me escondas o coração
Preciso dos teus carinhos

José Monge, 27-10-2007

Ângela Caldeira - Marinha de Oeiras



As proas olham o rio,
Anseando pelo mar,
Gaivotas num mar que é espelho,
Quase prontas para voar.

José Monge, Outubro 2007

Paulo Gradim - Pegadas Efémeras




Palavras leva-as o vento,
Pegadas a chuva ou mar,
Que grande contentamento
Falar de novo ou pisar.

O mar traz a neblina,
Os salpicos pelo ar,
O belo é névoa mais fina,
Que faz os olhos toldar.

José Monge, 27-10-2007

Paulo Gradim - Até amanhã



Paulo Gradim - Até amanhã
Ria do Alvor


José Monge:

"Até amanhã" disse eu,
Minha alma ficou para trás
Cerrei os olhos no bréu
Da dor que a ausência traz.

Partir por mais um ano
Não sei se fique, se vá
Mas sei que ao chegar o Verão
Volto a correr para cá!

José Monge, 26-10-2007